PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM (PEA)

PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Introdução
Bem vido a segunda unidade da disciplina de Didáctica Geral. Esta unidade está programada para (…) horas de estudo, dentro das quais irá aprender sobre a origem e desenvolvimento histórico do processo de ensino-aprendizagem e, em seguida, apresentam-se as características do processo de ensino-aprendizagem a ser analisadas tendo em conta a sua prática e a da sua escola quanto a realização do PEA.

Igualmente nesta unidade, antes de aprender a interacção entre as categorias didácticas, terá oportunidade de discutir a relação dialéctica fundamental no PEA. Em função disso que acabamos de dizer, esta unidade comporta quatro secções, nomeadamente:
  • Origens e desenvolvimento histórico do PEA
  • Características do PEA
  • A relação professor-alunos: a relação dialéctica fundamental do PEA.

ORIGENS E DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DO PEA

Introdução
Educação versus processo de ensino-aprendizagem, eis o binómio que nos colocamos quando imaginamos a actividade do professor. E nesta ordem de ideias, se é verdade que se compreende que um professor ao ensinar deve também educar, resta saber se o processo de ensino- aprendizagem existiu sempre, ou vem depois de alguns passos de desenvolvimento da educação, logo que esta se tornou numa necessidade com a sedentarização e o surgimento do modo de vida social dos homens.

Na sociedade primitiva (de caçadores e recolectores) todos os adultos educavam todas as crianças directamente no processo mesmo da vida e do trabalho e do trabalho junto com os adultos. Mas a medida que o trabalho se desenvolvia, começa a haver excedentes de produção e, assim, aparece a divisão de trabalho e, consequentemente, a especialização do trabalho: por exemplo, o ferreiro faz a enxada para o agricultor e recebia parte da sua produção.

Na sequência disso, aumenta o património sócio cultural e técnico-científico da humanidade e torna-se cada vez mais complicado todos os adultos «ensinarem tudo a todas as crianças». Assim, surgem pessoas especializadas em educação das crianças e criam-se situações específicas de educação; e, neste sentido, surge o processo de ensino-aprendizagem como processo organizado e intencional para a educação das crianças.

Comparação da educação na sociedade primitiva com a que é realizada na sociedade em que surge a divisão do trabalho exacto, na sociedade primitiva a educação tinha um carácter informal, todos ensinavam a todas as crianças, enquanto que com a especialização do trabalho, surgem pessoas e situações específicas em que se realiza a educação, o que caracteriza o processo de ensino e aprendizagem. Mais precisamente, podemos distinguir a educação da sociedade primitiva e a da sociedade em que surge a especialização do trabalho da seguinte forma:

Características da educação
Na sociedade Primitiva
Na   sociedade     de        divisão       de trabalho

A educação/formação do homem dependia dos seguintes factores:

A educação é organizada, razão pela qual toma o carácter de processo de ensino-aprendizagem, o que implica:


Carácter intencional do PEA
A simples imitação aos adultos (por isso, era espontânea)
Colocação prévia de objectivos e tarefas de ensino
A transmissão oral

Elaboração de conteúdos e métodos
A influência do meio

Os exercícios no próprio processo de trabalho
de ensino/educação

Designação de homens especiais (alunos e professores/educadores com características próprias)


Estabelecimento da duração e de locais especiais para a realização do PEA

Estabelecimento do controlo (avaliação) sobre o processo da sua realização.
A educação/formação do homem dependia dos seguintes factores:

A educação é organizada, razão pela qual toma o carácter de processo de ensino-aprendizagem, o que implica:

Carácter intencional do PEA
A simples imitação aos adultos (por isso, era espontânea)
Colocação prévia de objectivos e tarefas de ensino
A transmissão oral

A influência do meio
Elaboração de conteúdos e métodos de ensino/educação

Os exercícios no próprio processo de trabalho
Designação de homens especiais (alunos e professores/educadores com características próprias)

Estabelecimento da duração e de locais especiais para a realização do PEA

Estabelecimento do controlo (avaliação) sobre o processo da sua realização.

Ora, como vê o aumento progressivo do património sócio-cultural e técnico-científico já não mais permitia que «todos ensinassem à todos», razão pela qual concluímos que o PEA tem como sua origem a contradição entre o património sócio-cultural e técnico científico da sociedade cada vez mais crescente e as possibilidades limitadas do homem de transmiti-lo directamente, usando exclusivamente o próprio processo de vida e trabalho quotidianos.

Assim, a problemática fundamental da didáctica é a tentativa permanente de resolver esta contradição, isto é «transformar o processo histórico de desenvolvimento de experiências sociais, culturais e científicas em processos individuais de educação, instrução e formação». Deste modo, o aluno/educando individualmente recapitula à sua maneira o processo histórico de assimilação das experiências da sociedade, o que pressupõe a aprendizagem efectiva graças ao PEA.

Analise cuidadosamente a sua experiência docente e diga em que medida corresponde aos aspectos que caracterizam a educação surgida com a divisão social do trabalho.

De facto, como deve ter se apercebido, na sua experiência docente, assim como doutros professores da sua escola, a educação que se realiza comporta um carácter intencional, daí que:
  • a.     A actividade docente é, com base nos planos curriculares, nos manuais escolares (do professor e dos alunos) e doutros planos, o professor planifica o ensino, como forma de educação dos alunos, traduzindo-se em planos de unidades e de aulas e, por conseguinte, esse processo educativo assume o carácter intencional.
  • b.    Na planificação em alusão no ponto anterior, o professor define previamente os objectivos que deverão se traduzir em resultados de aprendizagem graças à interacção professor-alunos em situação concreta do PEA.
  • c.     Os conteúdos mediados no PEA são sistematizados previamente e, em conjunto com os objectivos, meios, características do professor e dos alunos, condicionam a escolha das actividades (reflectidas nos métodos de ensino-aprendizagem) mais adequadas à necessidade de garantia da assimilação activa desses conteúdos nas suas potencialidades educativas e instrutivas.
  • d.    O professor e os alunos constituem os actores principais do PEA e, em tanto que elementos especiais, apresentam características próprias, não somente pela sua condição de professor e aluno, mas também tendo em conta a formação, nível de escolaridade, idade, sexo, situação social, etc. E todas estas particularidades merecem o seu atendimento, devendo o ensino se ajustar a elas.
  • e.     O PEA realiza-se em locais e mediante duração especiais, acordados como condição para a prossecução dos objectivos do PEA, no interesse da facilitação da actividade do professor e dos alunos.

CARACTERÍSTICAS DO PEA

Introdução
Os aspectos referidos acima a quando da abordagem sobre a “Origem e desenvolvimento histórico do PEA” nos permitem perceber as particularidades do PEA que o distinguem doutas formas de organização da educação, por isso, para podermos desenvolvê-los ainda mais, vamos a seguir falar sobre as características do PEA.
Ao falarmos das características do PEA espera-se não somente menciona-las, mas também explicá-las com o propósito de cada um reflectir como tê-las em conta na realização do PEA. O tema “características do PEA” está subdividido em lições, sendo esta primeira naquela em que, por ser a inicial, vamos poder mencionar todas as características do PEA e discutirmos mais especificamente a primeira característica, ou seja, a de “o PEA tem caracter social”.

O processo de ensino-aprendizagem é uma actividade particular que se distingue pelas suas características próprias. Assim, dentre outras características, podemos dizer que o PEA apresenta as seguintes características:
  • Caracter social
  • Carácter educativo
  • O PEA desenvolve a personalidade
  • O PEA é um processo dinâmico de desenvolvimento, isto é, dialéctico.
  • O PEA tem carácter sistemático e planificado
  • O PEA é regido por leis que se exprimem em regularidades

DIALÉCTICA

A dialéctica não é mais do que a ciência das leis gerais do movimento e da evolução da natureza, da sociedade e do pensamento." (Engels). Prosseguindo, este autor sentencia o seguinte: A grande ideia cardinal é que o mundo não pode conceber-se como um conjunto de objectos terminados e acabados, senão como um conjunto de processos, em que as coisas que parecem estáveis passam por uma série de reflexos mentais em nossas cabeças, os conceitos passam por uma série ininterrupta de mudanças, por um processo de génese e caducidade.

São seis (6) as características do PEA que acabámos de mencionar. Agora, tente, sozinho ou em grupo explicar em que consiste o PEA em conformidade com cada uma destas características apontadas.

Você acabou de explicar as características do PEA. Por isso, debruçando- se sobre cada das características, esperamos que tenha sido capaz de, referindo-se ao Carácter Social do PEA, compreender que se atribui esta característica ao PEA porque este processo:
  • Apareceu/surgiu com o desenvolvimento/aumento constante do património sócio-cultural e técnico-científico da sociedade;
  • É a sociedade que o organiza, determinando os objectivos, motivos, conteúdos, meios e métodos do PEA;
  • É a sociedade que o organiza, determinando os objectivos, motivos, conteúdos, meios e métodos do PEA;
  • Os actores principais (professor e alunos) interagem como seres sociais.
A partir desta característica, devemos enfatizar a ideia de que quando falamos do PEA é muito importante reflectirmos sobre o sentido da actividade docente, quer dizer:
  • Os aspectos didácticos devem estar subordinados à definição de propósitos educativos válidos (socialmente) para orientar nosso trabalho;
  • Os objectivos que nos propomos alcançar junto aos alunos são o elemento fundamental em nosso trabalho lectivo e quando realmente nos propomos ser educadores;
  • Diferentes nações tem concepções diferentes das coisas e, sendo assim, a ideia de educação não é a mesma e, consequentemente, os propósitos de educação e do PEA também não são os mesmos, havendo, inclusive, possibilidade de adaptações no interior da mesma nação em função das características dos alunos (sobretudo no que diz respeito ao nível de progresso e dificuldades de aprendizagem), do contexto social e regional onde se localiza a escola, etc.: o PEA é um processo contextualizado cuja finalidade é conseguir a partir do nível de partida dos alunos, chegar à uma verdadeira aprendizagem destes com o apoio do trabalho didáctico do professor.

Os aspectos sociais inerentes a localização da sua escola tem sido valorizados ou condicionantes na realização do PEA

Os aspectos sociais que condicionam o trabalho do professor na escola são vários, mas neste caso esperamos que tenha conseguido analisar a questão no sentido de obter respostas ou comentários sobre:
  • o   Até que ponto os aspectos sociais condicionam a escola, formulação e/ou reformulação dos objectivos de ensino?
  • o   De que maneira os métodos de ensino que utiliza são condicionados pela interacção entre professor e alunos?
  • o   Como é que a disponibilidade e/ou ausência de meios de ensino no contexto social e geográfico em que trabalha (ensina) condiciona a qualidade e ritmo do PEA que orienta?
  • o   Quais são os valores sócio-culturais que têm sido integrados no trabalho educativo da sua escola para garantir maior relevância do PEA?
  • o   Será que na interacção entre professor-alunos e alunos-alunos, esta tem sido feita como envolvendo actores sociais, nomeadamente considerando aspectos tais como a cooperação, a solidariedade, a compreensão, ajuda e respeito mútuos, etc.?

CARÁCTER EDUCATIVO DO PEA

Para mostrar o carácter educativo comecemos por rever os conceitos de educação e de instrução.

No âmbito do processo de formação do homem, os termos educação e instrução são inseparáveis. De facto, a instrução é a transmissão/mediação de conhecimentos, capacidades, habilidades; podemos também defini-la como sendo o processo e o resultado da assimilação de conhecimentos sistemáticos, assim como das acções e procedimentos inerentes a eles. Por seu turno, a educação, pela sua característica fundamental, é o desenvolvimento/formação de comportamento, atitude e convicções; isto é, a formação de traços/sinais da personalidade.

Assim, é impossível, no verdadeiro sentido, educar sem instruir e vice-versa, daí que, como se reflecte na figura abaixo, a educação e a instrução estão intrinsecamente unidos e se relacionam dialecticamente no PEA, apesar de que o alcance dos objectivos da educação é resultado mais que o ensino, é resultado de todo o conjunto de influências que actuam sobre o aluno/educando.

A instrução tem como enfoque principal o objectivo de desenvolver nos alunos o saber e o saber fazer, enquanto que quando falamos da educação se tem em vista o desenvolvimento do saber ser e estar. Mas como vemos na figura, ao realizarmos a educação, ao mesmo tempo se instrui (quem poderia ser bem educado diante de pessoas idosas se não pudesse lembrar, enunciar, as regras principais de comportamento que se espera desse indivíduo diante dessa situação?); o mesmo vemos que ao instruir (ex.: para condução de uma viatura) o indivíduo deve ser educado para o respeito das normas (neste caso, de trânsito rodoviário), sem as quais a condução automobilística se transformaria num autentico problema para a circulação e bem estar das pessoas.

O PEA desenvolve a personalidade e tem carácter dialéctico

Estamos em crer que, tal como acontece connosco, chegou a idêntica conclusão de que o PEA desenvolve a personalidade; e afirmamos isso com toda convicção.

E qual é a explicação para tanta afirmação categórica de que o PEA desenvolve a personalidade? Cremos que é fácil percebermos que quando falamos de personalidade, trata-se de um termo com múltiplas definições, podendo serem retidas as seguintes:
  • ·       Pessoa com as suas capacidades e propriedades intelectuais, produtivas, políticas, estéticas e emocionais determinadas pela sociedade (onde se incluem todas as instituições), mas com a participação do seu cunho individual, sendo por isso única;
·       Uma determinada pessoa que se distingue na sociedade pelas suas qualidades e traços.
 Premissas:
  • A personalidade desenvolve-se na actividade e nas relações;
  • A actividade principal durante a infância e a juventude é a actividade escolar, isto é, a participação no PEA.

LOGO, no período escolar a personalidade desenvolve-se principalmente no PEA; o PEA é de grande importância para a maneira como a personalidade vai-se desenvolver, para as facetas da personalidade que são desenvolvidas e para a direcção em que ela se desenvolve através da actividade de aprendizagem.

Por exemplo: Através da matemática os alunos desenvolvem habilidades de contar, calcular e resolver problemas matemáticos da sua vida quotidiana (ex.: fazer trocos, dividir porções de múltiplas coisas entre amigos...); e, de tal maneira, vemos que cada disciplina desenvolve no aluno uma série de saber, saber fazer e saber ser /estar. E indo ao fundo da questão, e por esta mesma lógica, compreende-se porque, em certa medida, alunos tendo professores, currículos, ambientes escolares e educativos diferentes, acabam tendo traços e qualidades da personalidade marcados pelas circunstâncias em que estão/estiveram.

Por outro lado, a afirmação segundo a qual o PEA é um processo dinâmico de desenvolvimento, isto é , dialéctico, se justifica se atendermos ao facto de que o PEA tem como força propulsora contradições, por exemplo, ao nível do aluno. Porque quando falamos de dialéctica referimo-nos a teoria das leis do movimento e desenvolvimento da natureza, da sociedade e da consciência que tem como ponto de partida o facto de que todos os fenómenos estão relacionados e interdependentes. E isto ocorre não sem contradição. Neste caso, contradição não é uma coisa negativa, destrutiva, consequência de falha e de erros como se pensa na linguagem do dia-a-dia.; a contradição é a força motriz do desenvolvimento da natureza, da sociedade e da consciência.

Assim, também no PEA ocorrem contradições a nível dos alunos, como por exemplo:
  • ·       Entre os conhecimentos adquiridos pelos alunos e os novos a adquirir;
  • ·       Entre o nível do conteúdo do ensino e as possibilidades reais dos alunos para a sua assimilação;
  • ·       Entre os conhecimentos teóricos e a capacidade de aplica-los na prática;
  • ·       Entre os conhecimentos e os comportamentos correspondentes manifestos ou a manifestar;
  • ·       Entre a vontade e a capacidade; etc.
Entretanto, as contradições que se apresentam no PEA constituem força motriz quando estas têm sentido para os alunos e se fazem conscientes da necessidade de solucionar a tarefa.

Por exemplo, se a contradição entre a tarefa proposta e as possibilidades cognitivas dos alunos resulta de tal natureza que apesar de recorrer a todo o potencial cognitivo os alunos não estão em condição de resolver as tarefas, tal contradição ao invés de constituir força motriz do PEA, converte-se num entrave para a actividade intelectual do aluno. Ao contrário, o estudante/aluno terá possibilidades de assimilar a contradição e de encontrar o método de solução. Isto quer dizer que na colocação de contradições no PEA, deve haver uma correcta proporção entre os dois lados da contradição.


Carácter sistemático e planificado do PEA e as suas regularidades

Introdução
Em nossas escolas, tanto no ensino primário, secundário geral e técnico profissionais, o ensino deve ser minuciosamente planificado. Isso começa desde o nível central que planifica os curriculos e outros materiais de apoio para o trabalho do professor na escola e na sala de aulas e, este, por sua vez realiza a sua actividade devendo obedecer algumas regularidades que, por assim dizer, se transformam em leis devido ao seu carácter de “obrigatoriedade” profissional que se coloca à todos professores desejosos de alcançar a qualidade do ensino.

Para o efeito, nesta lição discutimos as duas últimas características do PEA do conjunto daquelas que mencionamos anteriormente; trata-se das seguintes características:
  • Carácter sistemático e planificado do PEA;
  • PEA é regido por leis que se exprimem em regularidades.

2. Dê exemplos de regularidades essenciais do PEA que levam a concluir que o PEA é regido por leis

Muito bem! Você disse que sempre que pretende ensinar, planifica as suas aulas, não se guia pura e exclusivamente pela improvisação, e isso é feito de forma sistemática, não somente porque é contínuo, mas também olhando a sua aula como “parte de um todo”, trabalho pedagógico que se desenvolve ou está sendo desenvolvido (pelo ministério da educação, pela escola, ....) no âmbito dos esforços para conseguir que os alunos aprendam.

Em seguida, quando falamos do carácter sistemático e planificado do PEA isto significa que este processo:
  • Tem objectivos
  • Tem programas com conteúdos estruturados
  • Decorre num ano lectivo estruturado (com horários e outras actividades planificadas)
  • Os alunos estão distribuídos por classes na base de um critério especificado (ex: critério idade, talento no caso de sistemas de ensino diferenciado, etc).
  • As actividades a realizar na sala de aula são previstas com antecedência, em função das características dos alunos e do professor, da mateira a ensinar, dos objectivos, dos meios/condições materiais e humanos existentes, etc.

Finalmente, ao dissermos que o PEA é regido por leis que se exprimem em regularidades, primeiro, assumimos que a lei expressa as relações gerais, necessárias, essenciais, reiteradas e relativamente constantes do mundo real. Assim, nas ciências pedagógicas existem as chamadas relações didácticas legítimas (que são reiteradas, essenciais, estáveis e internas).

Por exemplo, Klingberg destaca a existência das relações didácticas legítimas:
  • Relação entre objectivo-conteúdo-método-meios no PEA;
  • Relação entre educação e instrução;
  • Relação entre teoria e prática;
  • Relação entre condução didáctica e autoactividade;
  • Relação entre ensino e aprendizagem;
  • Relação entre homogeneidade e diferenciação;
  • Relação entre processos de conhecimento e de exercitação;
  • Relação entre processos de continuidade e de consolidação;
Por sua vez Babanskii reconhece a existência das seguintes leis:
  • Lei da condicionalidade social do PEA;
  • Lei da unidade entre o ensino e aprendizagem no PEA;
  • Lei da unidade ensino e desenvolvimento da personalidade;
  • Lei da unidade entre planificação, a orientação e a avaliação; dos alunos em um ciclo do PEA.
Com certeza, você deve ter dito para consigo mesmo: “essas leis dizem, na sua essência, respeito às características do PEA que anteriormente acabamos de ver”. Sim, estamos também de acordo consigo, por isso ao caracterizarmos o PEA queremos não apenas termos o conhecimento e podermos explicara o sentido de cada uma delas, mas sim assumirmos que estamos a dizer para connosco mesmo, como profissionais de educação, que é preciso assegurar que o PEA que realizamos não simplesmente se pareça com as características deste, mas assim seja com a integralidade das características essenciais que ditam a particularidade da actividade de ensinar e fazer aprender os alunos.


Bibliografia
NIVAGARA, Daniel Daniel. Didáctica Geral – Aprender a Ensinar. Módulo de Ensino à distância, Universidade Pedagógica.
 

Comentários

  1. muito obrigado pelos conteúdos vito que foi muito difícil encontrar conteúdos desenvolvidos como este, estas de parabéns por estar a publicar informação rica como esta.

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  2. Estamos felizes em poder ajudar. Muito obrigado!

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