Importância da produção agropecuária na economia dos países

 2.8. Importância da produção agropecuária na economia dos países

A agricultura tem por missão alimentar cerca de 7 biliões de seres humanos no planeta Terra, e só uma pequena porção de terra é usada para a prática agrícola. Grande parte das terras são espaços sem condições para a prática da agricultura (terras polares, altas montanhas, o grande Norte — Canadá e Sibéria, grandes desertos das baixas latitudes e áreas florestais equatoriais).

Na zona tropical (da África e América Latina) a ocupação do espaço é descontinua e minuciosamente ocupada na Ásia das Monções. Contudo, são os países da região temperada da Europa e América que mais fazem o aproveitamento do espaço agrícola.

Na Europa Ocidental, a agricultura experimentou profundas transformações logo a seguir Segunda Guerra Mundial, que se resumiram no seguinte:
  • Grande produtividade;
  • Especialização em certas áreas de produção;
  • Maior integração com a cadeia agro-alimentar. Nas regiões temperadas mediterrâneas, a antiga trilogia (vinha, trigo, oliveira), vai cedendo aos poucos o seu lugar a culturas especulativas e mais intensivas.
Os grandes espaços da América do Norte, Austrália e pampa argentina são fornecedores exclusivos de cerais e produtores de gado. A grande procura de bens alimentares a nível internacional desencadeia um comércio de produtos realizados por grandes empresas multinacionais, sobretudo americanas. Os produtos tropicais dos países em vias de desenvolvimento do hemisfério sul são vendidos a preços baixos aos países do hemisfério norte. Os cereais americanos invadem a Europa, Rússia e Japão. A Austrália, África do Sul, Argentina e o Brasil enviam cereais, carnes congeladas e lã aos consumidores do hemisfério norte.

Esta grande procura de produtos alimentares é em grande medida reflexo do rápido crescimento do consumo nos países em desenvolvimento e devido à grande explosão demográfica, resultante do crescimento desmesurado das cidades.

Desde a Antiguidade que houve um intercâmbio comercial regular de produtos, como é o caso dos cereais do Norte de Africa que abasteciam a cidade capital do Império Romano. Contudo, apesar do comércio de cereais ser antigo, ele permaneceu marginalizado até ao século XIX, altura em que a Grã-Bretanha adoptou o comércio livre de troca de grãos, suprimindo as taxas de Comercialização. A partir deste momento nasceu o comércio internacional de cerais, dando-se especial importância ao comércio do trigo.

Actualmente são os cereais que estão entre os primeiros produtos agrícolas que alimentam o Comércio internacional. O comércio de cereais aparece imediatamente a seguir ao comércio do petróleo, café, adubos, estanho e cobre. Mais de 1/5 da frota mundial está disposição dos exportadores para o comércio mundial de cereais.


Bibliografia
MANSO, Francisco Jorge; VICTOR, Ringo. Geografia 12ª Classe – Pré-universitário. 1ª Edição. Longman Moçambique, Maputo, 2010.

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